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Notícias / Jun 19, 2024

Presidente do IAPMEI inaugura nova linha de produção em contínuo da Hovione

Hovione recebe no centro de I&D no Lumiar, Luís Pratas Guerreiro, presidente do IAPMEI, para a inauguração da nova linha de Produção em Contínuo (Continuous Tableting – CT)

Press Release - CT Line RD Lumiar | Hovione

Lisboa, 19 de junho de 2024  – A Hovione, empresa que presta serviços de desenvolvimento e produção à indústria farmacêutica e líder global na tecnologia de spray drying e em engenharia de partículas recebeu no seu centro de I&D, no Lumiar, Luís Pratas Guerreiro, presidente do IAPMEI, para a inauguração da nova linha de Produção em Contínuo (Continuous Tableting – CT).

A Produção em Contínuo é um processo farmacêutico inovador de fabrico de comprimidos. Enquanto no processo tradicional os comprimidos são produzidos em etapas, no caso da Produção em Contínuo todos os estágios – da mistura de ingredientes à prensagem dos comprimidos – sucede num fluxo único e ininterrupto. Este método assegura a eficiência ao reduzir o tempo de produção e minimizar o desperdício. A qualidade é garantida através de monitorização e ajustes automáticos em tempo real.

A nova linha de I&D é o resultado de uma parceria com a GEA, empresa líder global em tecnologia de processos para a indústria farmacêutica. A nova linha é a única no género no mundo e replica os componentes mais críticos da linha de fabrico comercial de larga escala da Hovione, a operar em Loures. O equipamento agora instalado no laboratório do Lumiar será utilizado pelos cientistas da Hovione para otimizar as condições de produção de comprimidos, tendo em vista o aumento de escala na produção de medicamentos para os seus clientes, utilizando quantidades mínimas de ingredientes farmacêuticos.

"O campus do IAPMEI, no Lumiar, é a sede de várias empresas pioneiras que contribuem para o crescimento económico do país. A decisão da Hovione de instalar aqui este equipamento altamente inovador mostra que o campus é um local atrativo para empresas baseadas em I&D que desenvolvem e investem em tecnologias de ponta", diz Luís Filipe Pratas Guerreiro, presidente do IPAMEI. "Com este investimento em Portugal, a Hovione está a contribuir para estabelecer um novo padrão de excelência no fabrico de produtos farmacêuticos a nível mundial, o que está em linha com o objetivo do IAPMEI de impulsionar a inovação tecnológica e melhorar a eficiência industrial."

"A Hovione foi fundada em Portugal há mais de 65 anos e, desde sempre, o nosso caminho para nos tornarmos uma empresa verdadeiramente internacional tem sido impulsionado pela ciência e inovação", diz Jean-Luc Herbeaux. "Somos reconhecidos como o líder mundial em spray drying farmacêutico e estamos a desenvolver a mesma posição de liderança na Produção em Contínuo, uma tecnologia que contribui para acelerar o lançamento de medicamentos, minimizando o consumo de ingredientes ativos dispendiosos na fase de desenvolvimento.  Optámos por instalar a esta nova linha de nas nossas instalações no campus do IAPMEI no Lumiar, que, nos últimos 12 anos, tem proporcionado um ambiente excelente e altamente motivador para os nossos mais de 200 investigadores."

 

Sobre a Hovione
Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione tem uma oferta integrada de productos e serviços de desenvolvimento e produção de princípio ativos e formulação para a indústria farmacêutica mundial. Com sede em Loures, a empresa emprega cerca de 2400 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1700 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal - www.hovione.com 

 

 

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Saiba mais sobre o centro de I&D da Hovione Lumiar

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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