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Comunicado de Imprensa / Set 28, 2016

Hovione investe 5 milhões de euros em investigação científica

O Prémio 9ºW foi apresentado, esta tarde, por Guy Villax em Conferência de Imprensa

  • Hovione investe cinco milhões de euros em parcerias com universidades e estabelecimentos de ensino;
  • A comunicação dos projectos do Programa 9oW começou hoje, o processo de inscrição para o procedimento de selecção está aberto por 4 semanas. Os 3 projectos são desafios de I&D e de formação cuja solução tem aplicação industrial imediata e encontram-se descritos na página do Programa 9oW;
  • O Programa 9oW foi apresentado, esta tarde, por Guy Villax, Administrador-Delegado da Hovione, em Conferência de Imprensa que teve lugar no Teatro Thalia, em Lisboa;

Lisboa, 28 de Setembro de 2016: Foi hoje apresentado, em Lisboa, pela portuguesa Hovione o Programa 9oW.

Trata-se de uma iniciativa em que ao longo de três anos uma empresa portuguesa se propõe trabalhar em parceria com Instituições Académicas para desenvolver projectos inovadores, relevantes, que respondam às actuais e futuras necessidades da Hovione e da indústria farmacêutica em geral.

Na apresentação de hoje, dirigida por Guy Villax, Administrador-Delegado da Hovione, foram apresentados os três primeiros projectos que marcam o arranque desta iniciativa já em 2016:

  • Produção Contínua de Produtos Farmacêuticos: Projecto que pretende dar resposta aos desafios emergentes na indústria farmacêutica, relacionados com o novo paradigma de produção em contínuo. Neste âmbito, a Hovione anunciou recentemente uma parceria com uma empresa americana para a instalação de uma unidade de produção de medicamentos em contínuo na sua fábrica de New Jersey. Leia a Comunicação à Imprensa e a notícia no Chemical & Engineering News.
  • Laboratórios Analíticos Inteligentes: A área de química analítica tem tido um crescimento acentuado, não apenas na Hovione, mas na indústria farmacêutica em geral. Mercê do aumento do negócio e número de projectos e também do aumento da complexidade das moléculas que são desenvolvidas, este projecto irá envolver a utilização de sistemas inteligentes, automação e robótica nos laboratórios analíticos, para obter uma melhor utilização dos recursos existentes e dar respostas mais eficazes aos requisitos da indústria e dos seus reguladores.
  • Curso de Formação de Analistas Químicos: A área da química analítica regista um crescimento acentuado e, por outro lado, a indústria enfrenta uma escassez de recursos humanos qualificados. A Hovione pretende trabalhar em conjunto com o sistema de ensino para encontrar uma solução que permita formar os nossos jovens em áreas que têm uma elevada empregabilidade. A Hovione prevê instalar um laboratório de química analítica completamente dotado do mais moderno equipamento na própria instituição de ensino, para criar o ambiente de trabalho que permita desenvolver o saber fazer e os comportamentos certos.

Estiveram presentes nesta sessão de apresentação do programa 9oW alguns parceiros da Hovione identificados pelas competências necessárias para o sucesso dos projectos. Durante a apresentação foram divulgados detalhes do programa, como o regulamento, seguido de um período de esclarecimento de dúvidas e discussão aberta relativamente a cada um dos projectos.

O processo de selecção ao programa 9oW encontra-se descrito na página do Programa 9oW e está aberto por um período de 15 dias. Não se trata de um processo público, mas a Hovione acolhe inscrições de investigadores que consideram reunir as valências necessárias. 

«Estamos muito empenhados neste programa, é a primeira vez que a Hovione monta um processo que procura mobilizar o conhecimento das instituições académicas para resolver problemas concretos que enfrentamos na nossa actividade industrial. Queremos construir parcerias invulgares para vencer desafios ambiciosos. Uma boa parte do sucesso da Hovione é devido à qualidade dos diplomados que saem das nossas faculdades; o passo que estamos a dar é mais outra forma de transformar em valor e emprego a grande diversidade e profundidade de saber que encontramos nas nossas instituições de ensino. Não vai ser um processo fácil. Ao criar parcerias com as universidades, com os politécnicos ou com as escolas profissionais com intuitos ambiciosos ou estruturantes estamos a inovar e é provavel que tudo não saia certo à primeira.  Vamos aprender com os nossos erros e persistir pois duas cabeças pensam sempre melhor que uma só.», sublinhou Guy Villax.

E acrescentou, «A Inovação na Hovione não se limita apenas em apoiar programas de doutoramento e investigação em áreas de ciência e tecnologia de ponta. A inovação tem de estar presente em todo o lado e a todos os níveis da Empresa. A gama de projectos é vasta, alguns precisam de automação, robótica e computação. Outros, tais como a criação de ambientes de trabalho para qualificar técnicos de laboratório que saem das escolas profissionais, podem parecer menos sofisticados mas são igualmente cruciais para sustentar o crescimento da Hovione. Ficamos muito satisfeitos em incluir no 9ºW um mecanismo para qualificar jovens e aumentar a sua empregabilidade na Hovione mas também na indústria farmacêutica Portuguesa e não só pois há grande escassez de técnicos de química analítica pelo mundo fora. O impacto da mão-de-obra altamente qualificada irá reforçar, de forma significativa, a competitividade da  Empresa a nível global», refere o Administrador-Delegado da Hovione.

 

Sobre a Hovione
A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Emprega mundialmente  cerca de 1500 pessoas, das quais 815 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal (44) e  tem presentemente cinco programas de doutoramento na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 220 técnicos e cientistas. 

 

Saiba tudo sobre o Programa 9oW

 

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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