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Comunicado de Imprensa / Set 19, 2024

Hovione e iBET criam empresa para lançar medicamentos inovadores

ViSync Technologies

Jean-Luc Herbeaux, CEO of Hovione, Paula Alves, CEO iBET, and João Almeida Lopes, President of iBET | Hovione

Da esquerda para a direita: Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione, Paula Alves, CEO do iBET, e João Almeida Lopes, Presidente do iBET.

 

Lisboa, Portugal: A Hovione, líder global na tecnologia de engenharia de partículas (spray drying) e o iBET (Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica), uma PME privada sem fins lucrativos dedicada à investigação  na área da Biotecnologia e Ciências da Vida, criaram ontem a joint-venture ViSync® Technologies

A criação desta nova empresa, com sede em Lisboa, Portugal, ilustra o compromisso das empresas-mãe na inovação conjunta e desenvolvimento de parcerias. A ViSync® terá como objetivo desenvolver soluções inovadoras para responder às necessidades técnicas, atualmente sem resposta, das empresas farmacêuticas na área da terapia celular e genética. Tirando partido, para tal, da vasta experiência da Hovione em desenvolvimento farmacêutico, engenharia de partículas e industrialização de tecnologias farmacêuticas e, da investigação de ponta do iBET em ciências biotecnológicas. Uma das primeiras áreas de foco da ViSync® será o desenvolvimento de tecnologias que melhorem a entrega e a estabilização de novas modalidades de terapias.

“Estamos satisfeitos por unir forças com o iBET – uma organização líder em I&D em Biotecnologia e Ciências da Vida – no estabelecimento da ViSync®,” diz Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione. “Combinando a experiência da Hovione na formulação de medicamentos, desenvolvimento de processos de fabrico e aumento de escala, com o conhecimento do iBET sobre as novas modalidades terapêuticas, pretendemos conceber novas soluções que ajudem as empresas farmacêuticas a lançar medicamentos inovadores e a melhorar os resultados de saúde dos doentes”.

“A criação da ViSync® é um marco significativo para o iBET”, afirma Paula Alves, CEO do iBET. “Combinando a nossa investigação biotecnológica de ponta nos domínios da terapia celular e genética com a vasta experiência da Hovione no desenvolvimento farmacêutico, estamos bem posicionados para desenvolver abordagens inovadoras para a administração e estabilização de novas modalidades terapêuticas. Estamos entusiasmados com o potencial da ViSync® para impulsionar avanços substanciais e proporcionar benefícios significativos aos doentes em todo o mundo.”

 

 

Sobre a Hovione:
A Hovione é uma empresa internacional com mais de 60 anos de experiência em desenvolvimento farmacêutico e operações de produção. Como Organização de Desenvolvimento e Fabricação de Contratos (CDMO), possui uma oferta integrada de serviços para substâncias medicamentosas, intermediários de medicamentos e produtos farmacêuticos. A empresa possui quatro locais inspecionados pela FDA, nos EUA, Portugal, Irlanda e China e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey, EUA. A Hovione fornece serviços farmacêuticos em todo o ciclo de vida do medicamento e de desenvolvimento e fabrico em conformidade de medicamentos inovadores, incluindo compostos altamente potentes e soluções personalizadas de produtos, Na área de inalação, a Hovione oferece uma gama completa de serviços, desde API, desenvolvimento e fabrico de formulações a enchimento de cápsulas e dispositivos.

A cultura de empresa da Hovione assenta na inovação, qualidade e fiabilidade. A Hovione é membro do Rx-360, EFCG, participando ativamente em iniciativas de melhoria da qualidade dos processos e de elevação dos padrões globais da indústria.

 
Sobre o iBET 
O iBET é uma instituição privada sem fins lucrativos, dedicada à investigação em biotecnologia, com 35 anos de experiência na criação e transferência de conhecimento para os sectores globais biofarmacêutico e biotecnológico. A principal especialização do iBET reside no desenvolvimento de bioprocessos e ferramentas analíticas para Produtos Medicinais Terapêuticos Avançados (ATMP), incluindo terapias celulares e genéticas, vacinas, anticorpos e outros produtos terapêuticos inovadores. Alavancados pelas áreas emergentes da Ciência dos Dados e da Imunologia Translacional, oferecemos serviços de I&D personalizados, desde a fase inicial de I&D até ao fabrico de GMP.  
A infraestrutura do iBET inclui laboratórios de ponta, uma Unidade de Serviços Analíticos com certificação GMP e uma Unidade de I&D e Bioprodução em fase avançada, abrangendo o desenvolvimento de processos a montante e a jusante, ferramentas bioanalíticas para a monitorização de atributos de qualidade críticos, até ao aumento de escala e transferência de tecnologia. O iBET também acolhe laboratórios satélite de grandes empresas farmacêuticas e serve de plataforma de incubação para empresas em fase de arranque/spin-off. 

O iBET é impulsionado por uma cultura inovadora e ágil de melhoria contínua e por um forte sentido de ambição, propriedade e empenho no desenvolvimento e fornecimento das melhores soluções às partes interessadas.
 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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