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Comunicado de Imprensa / Maio 21, 2025

Universidade NOVA de Lisboa e Hovione assinam parceria para desenvolver colaboração científica e expandir Campus da NOVA FCT

Assinaram hoje um acordo de colaboração com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento científico e apoiar o desenvolvimento contínuo do Campus da Faculdade em Almada (Caparica) - o maior campus universitário do país.

Hovione e NOVA FCT assinam acordo de parceira | Hovione
  • A Hovione, empresa internacional fundada em Portugal, e especializada no desenvolvimento e fabrico de produtos farmacêuticos, irá apoiar a expansão do campus da NOVA FCT na próxima década;
  • Como parte deste compromisso, a Hovione irá apoiar a requalificação do atrium principal do Edifício Departamental – que, em breve, passará a designar-se “Hovione Atrium” –, oferecendo aos estudantes novos espaços de estudo e convívio;
  • Acordo de colaboração contempla também iniciativas conjuntas de investigação, posicionando a Hovione como parceiro estratégico e consultivo da NOVA FCT nas áreas da Inovação, Ciência e Sociedade.

Almada, 21 de maio de 2025 – A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT e a Hovione, empresa internacional fundada em Portugal, e especializada no desenvolvimento e fabrico de produtos farmacêuticos, assinaram hoje um acordo de colaboração com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento científico e apoiar o desenvolvimento contínuo do Campus da Faculdade em Almada (Caparica) - o maior campus universitário do país.

O acordo foi formalmente assinado pelo Dr. Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione, e pelo Professor João de Deus Sàágua, Reitor da Universidade NOVA de Lisboa. Foi ainda assinado um Memorando de Entendimento pelo Professor José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT. A cerimónia contou com a presença de Diane Villax, fundadora da Hovione, reforçando o compromisso de longa data entre ambas as instituições.

A parceria a dez anos inclui a renovação de um dos principais edifícios da Faculdade e o apoio à criação de um Parque de Ciência e Tecnologia na NOVA FCT – um espaço dedicado à inovação, ao conhecimento, sustentabilidade e tecnologia de ponta.

Como reconhecimento desta parceria, a NOVA FCT dará ao atrium principal do Edifício Departamental o nome de “Hovione Atrium”. Este espaço central e muito frequentado – um dos maiores do Campus – é utilizado diariamente por mais de mil estudantes, professores e investigadores, sobretudo das áreas de Química, Ciências da Vida, Conservação e Restauro e Ciências e Engenharia do Ambiente.

A Hovione irá integrar a Plataforma de Parceiros e será membro fundador dos futuros conselhos consultivos para o Planeamento e Desenvolvimento do Campus, bem como para a Inovação, Ciência e Sociedade. 

A empresa irá também dar uma bolsa de mérito ao melhor aluno de Licenciatura ou Mestrado, num curso à sua escolha.

Em detalhe, o Memorando de Entendimento inclui as seguintes áreas de colaboração:

  • Intercâmbio de conhecimentos e competências no campo técnico-científico e/ou com aplicabilidade académica;
  • Desenvolvimento e promoção de atividades de formação (cursos, módulos, sessões, etc.) sobre temas propostos pela Hovione com relevância para o mercado de trabalho e para a empregabilidade dos estudantes;
  • Atividades conjuntas de investigação e desenvolvimento;
  • Coorganização de eventos científicos e académicos, incluindo congressos, colóquios, seminários, conferências e webinars;
  • Apoio ao desenvolvimento do Campus da NOVA FCT.

“Este memorando é um exemplo notável de como a academia e a indústria podem caminhar lado a lado. A Hovione é uma empresa de referência para os nossos estudantes, professores e investigadores. Agrada-nos particularmente nomear um dos principais espaços da Faculdade de Hovione Atrium. Os próximos dez anos vão ser de estreita colaboração entre as duas entidades, num reflexo de uma das nossas principais preocupações: aproximar o ensino das empresas e da sociedade”, comentou o Professor José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT.

“A relação da Hovione com a NOVA FCT já dura há mais de duas décadas. Para além do recrutamento de talento altamente qualificado, a nossa colaboração tem dado origem a diversas teses de doutoramento e mestrado desenvolvidas em contexto empresarial no âmbito do Hovione Research Program. É este compromisso duradouro com a colaboração científica e a educação que torna ainda mais significativo o reforço da nossa parceria - e o nosso apoio à criação do novo Parque de Ciência e Tecnologia”, afirmou o Dr. Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione.

 

Sobre Hovione: 
A Hovione é uma empresa internacional com mais de 60 anos de experiência em desenvolvimento farmacêutico e operações de produção. Como Organização de Desenvolvimento e Fabricação de Contratos (CDMO), possui uma oferta integrada de serviços para princípio ativos, intermediários de medicamentos e produtos farmacêuticos. A empresa possui quatro fábricas inspecionadas pela FDA, nos EUA, Portugal, Irlanda e China e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey, EUA. A Hovione fornece serviços farmacêuticos em todo o ciclo de vida do medicamento e de desenvolvimento e fabrico em conformidade de medicamentos inovadores. A cultura de empresa da Hovione assenta na inovação, qualidade e fiabilidade. A Hovione é membro do Rx-360, EFCG, participando ativamente em iniciativas de melhoria da qualidade dos processos e de elevação dos padrões globais da indústria.
 

Sobre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT:  
A NOVA FCT é uma das principais Faculdades de Ciências, Engenharia e Tecnologia de Portugal, reconhecida pelo seu carácter inovador, imersa num ecossistema empreendedor que se caracteriza pela forte ligação ao tecido empresarial e pela sua comunidade de start-ups. Fundada em 1977, na zona da Caparica, o campus universitário é o maior do país, com cerca de 8500 estudantes, 420 docentes, 108 investigadores, 243 funcionários e mais de 1000 projetos.

O perfil diferenciador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa caracteriza-se também pela resposta à dinâmica e exigência do mercado de trabalho, valorizando a integração das soft skills na sua dimensão pedagógica, através do Perfil Curricular.

A NOVA FCT acolhe 18 centros de investigação reconhecidos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A qualidade científica reflete-se também na produção científica, com publicações no TOP 10 das principais revistas internacionais da especialidade, sendo o espaço de ensino português com maior concentração de laboratórios CoLABs (9) e Bolsas European Research Council - ERC (21). O resultado deste desempenho é a integração da faculdade nas prestigiadas redes de universidades tecnológicas CESAER, EUTOPIA, University Industry Innovation Network e Young European Research Universities Network e parcerias com universidades europeias e americanas.

Além dos 15 hectares construídos, a faculdade vai expandir-se para os 17 hectares restantes, uma expansão que inclui a infraestrutura de ciência e tecnologia Madan Parque. Os planos de expansão demonstram que a NOVA FCT é uma escola orientada para o futuro, sempre baseada numa investigação internacional de vanguarda.

 

Foto: João Lima/NOVA FCT

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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