Notícias

Comunicado de Imprensa / Abr 28, 2026

Hovione e Greenvolt lançam duas comunidades de energia em Lisboa para aumentar consumo renovável e otimizar custos

Acordo entre Hovione e Greenvolt para o desenvolvimento de duas comunidades de energia nas instalações da Hovione na região de Lisboa

Greenvolt_Hovione acordo sustentabilidade | Hovione
  • Projeto da Greenvolt Comunidades irá fornecer mais de 1,3 gigawatts-hora de energia renovável por ano às operações da Hovione na região de Lisboa
  • Na unidade industrial de Loures, a iniciativa permitirá à Hovione aumentar o consumo de energia renovável mesmo após atingir o limite da sua capacidade de produção própria, através do acesso a energia partilhada de outros produtores da comunidade
  • A solução garante acesso a energia limpa a preços mais baixos e previsíveis, através de um Acordo de Compra de Energia (PPA) com duração de 15 anos, com poupanças estimadas de 2 milhões de euros para a Hovione ao longo do período

Lisboa, Portugal, 21 de abril de 2026 - A Hovione e a Greenvolt Comunidades, empresa do Grupo Greenvolt, celebraram um acordo para o desenvolvimento de duas comunidades de energia nas instalações da Hovione na região de Lisboa, com uma produção anual de energia renovável superior a 1,3 gigawatts-hora (GWh).

O projeto, que terá início nos próximos meses e deverá estar concluído até setembro de 2026, prevê a instalação de cerca de 1.380 painéis solares fotovoltaicos, correspondendo a uma potência instalada superior a 832 quilowatt-pico (kWp) e permitindo evitar aproximadamente 337 toneladas de emissões de CO₂ por ano.

Na unidade industrial de Loures, onde será produzida mais de 1 GWh de energia por ano, a comunidade de energia assume um papel particularmente relevante ao possibilitar o acesso a energia renovável gerada por outros produtores, permitindo à Hovione aumentar o seu consumo de energia limpa mesmo após atingir o limite da sua capacidade de produção local.

Na unidade do Lumiar, que acolhe os escritórios corporativos e o Centro de Investigação & Desenvolvimento da Hovione, a comunidade de energia deverá gerar mais de 233 megawatts-hora (MWh) de eletricidade renovável por ano. Esta energia será partilhada entre as várias instalações da empresa, promovendo um consumo integrado e uma gestão energética mais eficiente.

O fornecimento de energia será assegurado através de um contrato de longo prazo – Power Purchase Agreement (PPA) – que garante preços mais competitivos e previsíveis durante 15 anos. Ao longo da vigência do contrato, estima-se que a Hovione alcance poupanças superiores a 2 milhões de euros, reforçando a sua resiliência financeira e a previsibilidade dos custos energéticos a longo prazo.

“As comunidades de energia são uma forma muito eficaz de alargar o acesso à energia renovável, quer para empresas ou famílias que não dispõem de infraestruturas para a produzir, quer para aquelas que, mesmo já tendo atingido o limite da sua capacidade instalada, continuam a poder aumentar o consumo de energia limpa, como comprova este projeto”, afirma João Manso Neto, CEO do Grupo Greenvolt.

“Estas comunidades de energia representam mais um passo no cumprimento do nosso compromisso com a sustentabilidade, tanto ambiental como financeira. Para além de aumentarmos a incorporação de energia renovável nas nossas operações, estamos também a garantir maior previsibilidade de custos e poupanças relevantes no curto e longo prazo, contribuindo para uma gestão mais eficiente e responsável do nosso negócio” indica Dr. Jean‑Luc Herbeaux, CEO da Hovione.

“O setor farmacêutico apresenta necessidades energéticas significativas e exige, cada vez mais, soluções que conciliem competitividade e sustentabilidade. As comunidades de energia dão resposta a este desafio, ao garantir acesso a energia renovável a preços mais baixos, estáveis e previsíveis, oferecendo maior segurança, especialmente em contextos de maior incerteza” salienta José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades.

A Greenvolt Comunidades continua a reforçar a sua presença em Portugal, contando atualmente com mais de 110 comunidades de energia em operação, que representam cerca de 45 megawatts-pico (MWp) de potência instalada, e cerca de 60 MWp adicionais em diferentes fases de desenvolvimento.

A sustentabilidade é um pilar estruturante da estratégia e das operações diárias da Hovione, orientando a criação de valor a longo prazo e o contributo da empresa para a sociedade através da ciência e da indústria. Os princípios Ambientais, Sociais e de Governance (ESG) estão integrados no seu quadro estratégico, assegurando um modelo de negócio resiliente e responsável.
 

Também em Notícias

See All

A gestão de talento foi o tema central no painel “Talento” do The Branding & Business Summit, num debate sobre os desafios das organizações na atração, desenvolvimento e retenção de pessoas num mercado de trabalho em profunda transformação. O painel contou com Carla Marques, CEO da Intelcia, Chitra Stern, Founder & CEO do Martinhal Family Hotels & Resorts, e Ilda Ventura, Senior Vice President da Hovione, e foi moderado por Maria José Martins, diretora criativa de conteúdos do Brands Channel, que enquadrou a discussão na necessidade de alinhar propósito, cultura e competitividade. (...) Talento global e propósito como âncora organizacional Já Ilda Ventura destacou a dimensão global da gestão de talento e os desafios associados à retenção de competências altamente especializadas. A responsável da Hovione referiu que a empresa, com presença internacional e várias décadas de atividade, tem desenvolvido esforços consistentes para atrair e fixar talento em Portugal. “Temos feito um grande esforço para que o talento fique em Portugal”, afirmou, acrescentando que a organização tem implementado programas específicos de atração e desenvolvimento. Ilda Ventura sublinhou ainda o papel da cultura organizacional como elemento de coesão, destacando o lema da empresa — “In it for Life” — como expressão do seu propósito. Esse princípio, explicou, ajuda cada colaborador a compreender o impacto do seu trabalho na melhoria da saúde global. (...) Créditos da imagem: Imagens de marca   Leia o artigo completo em ImagensdeMarca.pt Saiba mais sobre as Carreiras na Hovione  

Artigo de Imprensa

Empresas em mudança: Atração e retenção de talento foi tema no The Branding & Business Summit

Abr 23, 2026

Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

Artigo de Imprensa

Diane Villax, da Hovione: “Não fui educada para ser empresária”

Fev 23, 2026