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Artigo de Imprensa / Fev 23, 2026

Diane Villax, da Hovione: “Não fui educada para ser empresária”

Executiva, 23 de fevereiro de 2026

Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo.

Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo.

O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos.

Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza.

Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes.

Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos?

O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides.

No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971.

O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau.

“Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”

Os olhos postos no mercado global é um dos segredos do vosso crescimento. Quais são os outros segredos do sucesso da Hovione?

Os segredos do nosso sucesso são, desde o início, sermos fiéis aos nossos princípios de exigência e da procura de excelência. Acho que a procura da excelência é um sine qua non. Sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho de mercado. Somos mestres no que oferecemos, trabalhamos com transparência e temos consideração por aqueles que queiram colaborar connosco.

Apesar desse percurso de sucesso, houve também, certamente, momentos críticos.

Lembro-me de tudo o que é bom, o que é mau já lá vai, já ultrapassámos. A minha memória é muito seletiva. Mas partilho uma situação. De início, era eu quem lidava com o dinheiro — o meu marido era o inventor, o produtor, o vendedor, mas a papelada não era com ele. Assim, por volta dos dias 23 e 24 do mês eu tinha de ver o meu fim de mês. Pouco depois de termos criado a Hovione, aconteceu que não vi como iria  pagar os ordenados naquele mês. Então decidimos que, tendo eu algumas joias que me tinham dado no casamento, íamos pô-las “no prego” e assim conseguíamos o dinheiro. Encontrámos na Rua dos Douradores uma casa de penhores, entregámos as joias e com o dinheiro pagámos os ordenados desse mês, e uns cinco ou seis meses depois, voltámos para recuperar as joias. Não pagar os ordenados não era opção. De resto, os nossos primeiros 20 anos de existência serviram para solidificar os alicerces da empresa.  Só a partir dos anos 1980 é que começámos realmente a crescer, a desenvolver-nos.

O seu marido era o inovador e a Diane dedicava-se à parte administrativa. Ou seja, faziam uma boa equipa também em termos de negócio.

Sim, mas durante toda a minha vida tive de aprender no trabalho, I had to learn on the job. Na minha época as meninas aprendiam línguas e eu falava inglês, português e francês. No entanto, tive uma avó inglesa, com uma cabeça muito ajustada, que me dizia: “Diane, nunca se sabe o dia de amanhã, portanto, vais tirar um curso de datilografia e estenografia, pois um dia pode ser preciso”. Aprendi estenografia e dactilografia em três línguas.

Em novembro de 1954, com 19 anos, empreguei-me numa empresa de um senhor inglês que tinha representações de muitas empresas estrangeiras. Eu era o que se chamava a “correspondente em línguas estrangeiras”. Trabalhei arduamente durante três anos, mas foi o que me valeu, porque foi aí que aprendi sobre cartas comerciais, bancos, importações e exportações, boletins de importação, etc. Aprendi o essencial para ajudar o meu marido e para gerir mais ou menos um escritório, que no princípio, era muito pequenino.

Fomos crescendo muito devagarinho. À medida que íamos crescendo, eu ia aprendendo também. Era eu que lidava com os bancos. Como não tinha grandes conhecimentos, era muito minuciosa e perfeccionista. E depois, é claro, the buck stopped with me. Eu era a cara da Hovione perante os bancos, portanto se houvesse qualquer coisa, era comigo que vinham ter.

“Fiz, há cerca de 10 anos, um programa intensivo no INSEAD e, há oito, um outro no IMD, em Lausanne. No INSEAD tiveram, pela primeira vez, três gerações no mesmo programa, porque fui eu, a minha filha e dois netos.”

Esse rigor, essa metodologia, foram competências que a ajudaram?

Sem dúvida, e que ainda hoje mantenho. Uma vez, um professor disse-me: “Com a idade ficamos uma caricatura de nós mesmos”. E eu sou um bocadinho assim porque ainda hoje sou muito minuciosa, muito rigorosa e muito pontual. Toda a vida fui pontual, mas hoje sou doentiamente pontual.

Embora não tenha tido preparação formal, foi aprendendo on the job, mas também fez várias formações ao longo da vida?

Fiz, há cerca de 10 anos, um programa intensivo no INSEAD sobre a governança de empresas familiares, e, há oito anos, um outro no IMD, em Lausanne, sobre High Performance Boards. Aprende-se sempre alguma coisa.

Quando fiz o curso no INSEAD foi curioso porque pela primeira vez tiveram três gerações no mesmo programa, porque fui eu, a minha filha e dois netos.

A Hovione é uma empresa familiar que tem preocupações de boa governação e que, por isso, tem um protocolo familiar há muito tempo.

O meu marido e eu estabelecemos o nosso protocolo familiar em 2002 e a partir daí foi-se desenvolvendo. Porque os tempos também mudam. Entretanto, eu tenho 16 netos e, de acordo com a lei portuguesa, todos vão ser herdeiros, donos da empresa, a seu tempo. Portanto, foi preciso desenvolver, elaborar, alterar para condizer com os tempos.

Os filhos trabalham na empresa.

Sim, há três que estão no Conselho de Administração. O meu segundo filho [Guy Villax] foi CEO durante 25 anos. A minha filha [Sofia Villax] trabalhou na fábrica de Macau, muito nova. Tinha-se formado em Farmacologia, em Inglaterra, e tinha algumas ideias sobre compliance, por isso estava em Macau quando foi a primeira inspeção do FDA, em 1987. Trabalhou uns anos em Macau, depois voltou para Portugal e passou pelo marketing,e comunicação, e também pela área de inovação — na coordenação com as universidades e com as comissões que era preciso acompanhar. O meu filho mais novo [Miguel Villax] também trabalhou na Hovione, na área de IT, que é a sua especialização.

E os netos?

Neste aspeto nem todos estão de acordo comigo, mas eu acho que é muito difícil entrar por baixo e subir a cadeia até acima. Por exemplo, aqui em Portugal já somos mais de 1800 pessoas. É muita gente. De momento tenho um neto a trabalhar no departamento de IT e outro que acaba de concluir um estágio. Acho que é mais fácil irem trabalhar onde quiserem, terem sucesso e depois, se um dia quiserem, entram por cima acrescentando valor. Numa empresa familiar é necessário sangue novo, virem ideias de fora.

“Com o meu marido nunca houve problemas porque ambos tínhamos os nossos pelouros, o dele totalmente virado à ciência. Lembro-me de pessoas que vieram ter comigo e disseram: “Diane, vocês trabalham juntos há 45 anos e ainda estão casados?” e eu “Sim, muito obrigada”.”

Que valores familiares é que estão inscritos na Hovione e que devem perdurar no futuro?

A procura da excelência. A nossa família tem três palavras-chave: Concórdia, Unidade e Trabalho. No protocolo de família escrevemos  que é necessário todos trabalharem em algo que os apaixone. É a transparência e manter a unidade familiar. Focamos muito na unidade dos 16 netos, fazemos, pelo menos, duas reuniões por ano para juntar todos.

Quais é que são os principais desafios de liderar, de gerir uma empresa familiar? Primeiro, com o seu marido.

Com o meu marido não houve problemas porque ele tinha o pelouro dele e não queria saber de papelada. É claro que ao fim do dia em casa falava-se muito de trabalho porque ele contava o dia dele e eu contava o meu. Lembro-me de pessoas que vieram ter comigo e disseram: “Diane, vocês trabalham juntos há 45 anos e ainda estão casados?” e eu “Sim, muito obrigada”.

Quando o meu filho Guy foi nomeado CEO, ninguém contestou essa nomeação. Foi ele que liderou durante 25 anos.  Foi sempre tudo pacífico. Nunca houve confusões na família.

Diz-nos que tratava mais da papelada e o seu marido era o homem da ciência. Mas viajavam juntos em trabalho também.

Eu só comecei a viajar a partir de 1975 quando o meu filho mais novo tinha 10 anos. Já nos anos 60 e 70, alem do do Japão, vendíamos para a Coreia do Sul, para o Taiwan, para a Tailândia e muito para a Austrália. O nosso foco estava todo naquela zona.

Quando construímos a fábrica em Macau, que entrou em laboração em 1986, todos os anos íamos a Macau porque era preciso que sentissem que faziam parte da família Hovione. Íamos festejar os colaboradores que celebravam 10, 20 ou até 30 anos de casa.

Fomos à China pela primeira vez em 1978 quando Deng Xiaoping disse que abria as portas da China ao comércio mundial. E lá fomos nós, pioneiros como de costume, para ver se comprávamos matéria-prima para a indústria. Encontrámos o que queríamos. No ano seguinte, fundámos a Hovione Hong Kong porque precisávamos de um escritório com gente que falasse mandarim para ir às fábricas negociar.

Porque é que decidiram construir a segunda fábrica em Macau?

No inicio da década dos 80, os nossos clientes americanos e, sobretudo, japoneses começaram a ficar apreensivos com a instabilidade em Portugal e a dizer-nos que era preciso uma segunda fonte de produção. A indústria farmacêutica é um setor muito regulado e não é de um dia para o outro que se pode mudar de fornecedor.

Decidimos procurar alternativas. Foi assim que chegámos a Macau, que era o sítio ideal para construir a segunda fábrica porque tinha as matérias-primas da China perto. Sabíamos que Macau seria entregue à China em 1999, mas estávamos em 1983 e havia a garantia de manterem as leis durante 50 anos. Achámos uma situação aceitavel. O nosso filho Guy, com apenas 23 anos, viajou sozinho para Macau e foi ele que tratou de tudo e em tempo recorde. Em 1986 começámos a produzir e a exportar os nossos antibiótico para o mundo a partir da unidade fabril de Macau.

“Temos de conseguir cativar os jovens que nos chegam porque é muito melhor ter pessoas com muitos anos de casa. Numa empresa de alta tecnologia um novo colaborador leva tempo a formar.”

Começou a trabalhar numa época em que muitas mulheres ficavam em casa a cuidar dos filhos. Como conciliava as suas obrigações com a empresa e com a família?

Os filhos passavam muitas horas na escola, que eu usava para trabalhar e  tinha um horário muito flexível — o que não conseguia fazer durante o dia, fazia à noite. Sempre trabalhei de casa, tinha à minha responsabilidade as importações e  exportações, as compras locais e  a contabilidade. E assim se manteve a minha vida durante uns 30 anos.  

Tendo sido tão pioneira nessa área, como é que vê a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho?

Acho que é o seguimento natural das coisas. Sobretudo, duas pessoas a trazerem dinheiro no fim do mês rende mais do que sendo apenas uma. E na escola, as raparigas estudam muito melhor do que os rapazes e quando vão para a universidade, suponho que seja a mesma coisa. As mulheres hoje são muito qualificadas. Agora, há muitas mulheres que chegam a um ponto e dizem: “Eu gosto do que estou a fazer, estou interessada, mas não me tenho interesse em subir mais e ter que gerir uma equipa enorme, porque tenho outras prioridades”.  

Alguma coisa pode ser feita para evitar perder esse talento?

Não é perdido, é aproveitado da melhor maneira para as duas partes.

A Hovione é uma das empresas que mais emprego dá a doutorados em Portugal.

Somos a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal. Trabalhamos com muito alta tecnologia, quer dizer, state-of-the-art o mais possível. Como eu disse no início, nós somos uma boutique, e, portanto, escolhemos um nicho. E um nicho não é fácil, é exigente.

Esta nova geração é pouco comprometida, segundo nos dizem as empresas. Nota isso?

As novas gerações são muito qualificadas, mas hoje o trabalho já não é tão primordial como era e a empresa é vista de outra forma. Já não se entra para uma empresa para a vida. No entanto, na Hovione temos colaboradores  com mais de 30 e 40 anos de casa.

Temos de conseguir cativar os jovens que nos chegam porque é muito melhor ter pessoas com muitos anos de casa. Numa empresa de alta tecnologia um  novo colaborador leva tempo a formar.

Eu faço uma apresentação aos recém-chegados à empresa, duas vezes por ano, e digo sempre que nós, os que temos muitos anos de casa, temos que nos reinventar porque o mundo mudou. O workplace hoje não é o mesmo que era há 30 ou 40 anos. Há outros fatores que têm muita importância, sobretudo para os mais jovens, como o well-being, o equilíbrio trabalho-lazer. Por outro lado, o mercado de trabalho está muito competitivo e quem não se esforça, eventualmente, ficará pelo caminho.

“Orgulho-me de ver onde chegámos. Somos fornecedores de preferência de várias farmacêuticas, das maiores do mundo. Fornecedores de preferência! E orgulho-me muito da minha descendência.”

O que é que mais valoriza nas pessoas com quem trabalha?

A maneira de ser e o empenho em dar o seu melhor no dia a dia. Estamos sempre dispostos a ajudar quem precisa de ajuda, mas queremos que as pessoas trabalhem com entusiasmo. Como eu digo, convém que as pessoas trabalhem com paixão, que gostem do que estão a fazer, porque é a única maneira de o fazer bem.

Acha que as mulheres têm uma maneira de gerir ou de liderar diferente dos homens?

Acho que não é uma questão tanto do sexo, é uma questão das pessoas. Assim como há homens que são mais assertivos e outros são mais conciliadores, o mesmo acontece com as mulheres.

Olhando para todo o percurso que fez desde o início da Hovione, do que é que mais se orgulha?

Orgulho-me de ver onde chegámos. Somos fornecedores de preferência de várias farmacêuticas, das maiores do mundo. Fornecedores de preferência! E orgulho-me muito da minha descendência, dos meus filhos e dos meus netos.

Tem a consciência de que é um role model para muitas mulheres?

Desde que recebi vários prémios comecei a interiorizar a ideia.

Tem algum lema de vida ou alguma máxima que a acompanhe sempre?

Não. Gosto de atuar, gosto de fazer coisas.

Continua muito presente no dia a dia da empresa, nas grandes decisões?

No dia a dia não, mas tenho de estar a par do que se passa porque faço parte do Conselho de Administração e do Comité de Governance and Remuneration. Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me.

Vou às empresas quando há reuniões importantes ou eventos especiais. Tenho de viajar para participar nos conselhos de administração em todos os países onde estamos. Em abril vou a Cork, em junho e julho vou a Zurique, e em setembro vou a New Jersey.

O que diria aos filhos e aos netos sobre o legado que lhes deixa?

Que devem manter os valores que estabelecemos desde o início para assim conseguir desenvolver e progredir a Hovione. Há que continuar, há que serem unidos, que procurem a excelência e que trabalhem com paixão.

 

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