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Comunicado de Imprensa / Dez 09, 2022

Hovione aposta na formação para Analistas Químicos

Iniciativa visa requalificar e desenvolver competências para a reinserção profissional

 

Loures, 6 de dezembro 2022 - A Hovione, em colaboração com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o programa PRO_MOV, promovem uma formação em Análises Físico-Químicas dirigido a desempregados entre os 18 e os 55 anos. Com início a 12 de dezembro e uma duração de dez meses, o curso pretende apoiar o reskilling de competências, com formação em contexto real de trabalho, tendo em vista a reinserção profissional e o emprego.

O curso tem 550 horas de formação, foi desenvolvido no Centro de Formação e Reabilitação de Alcoitão e dinamizado no Centro de Formação Profissional de Santarém, acrescidas de 250 horas de estágio nas instalações da Hovione com Bolsa de Formação e subsídio de transportes. As aulas incluem módulos de enquadramento sobre o setor farmacêutico, com noções básicas sobre o trabalho laboratorial e fornecem conhecimentos específicos, desde cálculo químico e preparação de soluções, a outras disciplinas das áreas químico-farmacêutica.

O programa PRO_MOV, ao qual a Associação Business Roundtable Portugal (Associação BRP), que junta 42 dos maiores grupos empresariais do país, se associou, enquadra-se na iniciativa europeia Reskilling 4 Employment, que pretende requalificar, até 2025, um milhão de pessoas em situação de desemprego ou em profissões de risco. Enquanto membro da Associação BRP, a Hovione desenvolveu este programa, em parceria com o IEFP, com o objetivo de criar oportunidades de crescimento e desenvolvimento para desempregados e profissionais cujas qualificação e/ou experiência profissional estejam desajustadas face a necessidades atuais e emergentes.

«O investimento no desenvolvimento das pessoas faz parte integrante dos valores e da cultura da Hovione. Estamos constantemente à procura de novos modelos de aprendizagem e a antecipar as mudanças cada vez mais aceleradas do mercado de trabalho. São projetos inovadores como o PRO_MOV que materializam este compromisso e que constituem verdadeiras novas oportunidades de capacitação, promovendo uma maior empregabilidade. A Hovione não poderia deixar de fazer parte deste projeto comum!» refere Catarina Tendeiro, Senior Director Human Resources Portugal e Funções Globais da Hovione.

As candidaturas para o curso ainda estão abertas, há 20 lugares disponíveis e os interessados devem enviar a sua candidatura para o Centro de Formação e Reabilitação de Alcoitão através do e-mail cfrp.alcoitao@iefp.pt.

 

Sobre a Hovione

Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. A empresa emprega cerca de 2100 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1500 em Portugal com uma fábrica em Loures. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal.

 

 

 

Para mais informações visite Pro-Mov.pt

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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