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Comunicado de Imprensa / Mar 03, 2022

Plataforma garante comprimidos com maior solubilidade e absorção mais rápida

Solução tecnológica inovadora Dispersome® junta Hovione e Zerion Pharma

Lisboa, 3 de Março de 2022 – A Hovione, líder de mercado na tecnologia de spray drying e em engenharia de partículas, estabeleceu uma parceria estratégica com a Zerion Pharma para comercializar a Dispersome®, uma plataforma tecnológica direcionada para a melhoria da solubilidade dos medicamentos.

 

A tecnologia inovadora Dispersome® aumenta a solubilidade dos medicamentos através da utilização de um excipiente de origem natural, o que facilita a absorção maior e mais rápida do medicamento. Desta forma, é possível reduzir a dose de cada comprimido, possibilitando aos doentes tomar comprimidos mais pequenos, ou fazer menos tomas. A Hovione fortalece assim a aposta em soluções inovadoras que dão resposta aos maiores desafios da indústria farmacêutica global.

 

“É com enorme gosto que estabelecemos esta parceria com a Zerion, uma empresa altamente inovadora na área das formulações para medicamentos para administração oral. Através desta conjugação de forças, conseguiremos colocar a Dispersome® mais rapidamente no mercado e, deste modo, implementar esta tecnologia em estreita colaboração com os nossos clientes e parceiros, num esforço conjunto para desenvolver medicamentos inovadores que tragam mais benefícios para os pacientes”, refere Jean-Luc Herbeaux, Chief Operating Officer da Hovione.

 

“A Hovione irá continuar a procurar novas oportunidades de melhoria da sua oferta nas suas áreas de especialização, tais como a engenharia de partículas e os produtos para inalação, através do estabelecimento de parcerias com empresas e instituições de investigação científica, para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras na formulação de medicamentos, tais como a Dispersome®”.

 

Ole Wiborg, CEO da Zerion, sublinha a forte sinergia desta parceria e prevê muitas parcerias futuras: “Consideramos a Hovione um líder global no setor da produção de dispersões sólidas amorfas por spray-drying. Mais importante ainda, em resultado desta liderança, a Hovione, nos últimos cinco anos, foi o principal produtor dos medicamentos aprovados pela FDA no que se refere a dispersões sólidas amorfas. A integração destas competências na nossa oferta à indústria farmacêutica intensifica o valor da nossa plataforma Dispersome® e proporciona-nos a nós, assim como aos nossos parceiros da área farmacêutica, acesso imediato a uma capacidade em scale-up e produção comercial GMP da mais alta qualidade”, afirma Ole Wiborg.

 

O anúncio da parceria com a Zerion surge após a comunicação pela Hovione de um novo investimento de 146 milhões de euros na expansão das instalações industriais em Portugal, na Irlanda e em Nova Jérsia, nos EUA, no âmbito de um plano de crescimento global que aumentará a capacidade da empresa em cerca de 25%.

 

A Hovione está a investir em novos ativos, mas também em tecnologias inovadoras, com o propósito de responder às necessidades dos seus clientes no que se refere a serviços integrados e diferenciados na produção de princípios ativos, na engenharia de partículas e, mais recentemente, na produção de medicamentos. Este crescimento refletir-se-á na captação de talento a nível nacional e internacional com a criação de mais de 300 novos postos de trabalho, dos quais 150 em Portugal.

 

 

Sobre a Hovione
Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Com sede em Loures, a empresa emprega 1800 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1200 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal e tem presentemente oito programas de doutoramento e oito de mestrado a decorrer na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 220 técnicos e cientistas.

 

 

Sobre a Zerion Pharma ApS
A Zerion, enquanto autora da plataforma Dispersome® criou a tecnologia que vem aumentar a biodisponibilidade e, assim, os resultados terapêuticos dos medicamentos para os pacientes. A tecnologia Dispersome® baseia-se na preparação de formulações amorfas estáveis através da mistura de altas doses do princípio ativo, com beta-lactoglobulina, um subproduto da produção de queijo, sustentável e biodegradável. A Zerion desenvolve formulações farmacêuticas exclusivas e disponibiliza a tecnologia Dispersome® a todas as empresas farmacêuticas que procurem resolver os seus problemas no que se refere à solubilidade dos fármacos.

 

A Zerion estabeleceu-se em 2019, enquanto spinoff da Universidade de Copenhaga, após quase dez anos de trabalho acumulado de pesquisa.

 

(Dispersome® é uma marca registada pela Zerion Pharma A/S)

 

 

Mais informação em www.hovione.com

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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