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Comunicado de Imprensa / Nov 12, 2021

Hovione investe €146 milhões em plano de expansão global

Farmacêutica portuguesa anuncia aumento de capacidade das instalações em Portugal, Irlanda e EUA e criação de 300 postos de trabalho

Milão, 12 de Novembro, 2021 – A Hovione vai investir 146 milhões de euros na expansão das instalações industriais em Portugal, na Irlanda e em Nova Jérsia, nos EUA, no âmbito de um plano de crescimento global que aumentará capacidade em cerca de 25%. O anúncio foi feito pelo CEO, Guy Villax, e pelo COO, Jean-Luc Herbeaux, na CPhI Worldwide, em Milão, a maior feira global da indústria farmacêutica.

 

O investimento pretende apoiar o crescimento do negócio de desenvolvimento e produção de novos fármacos e responder à crescente procura por serviços integrados pela indústria farmacêutica global. A expansão será acompanhada por um aumento significativo da equipa global da Hovione, com a criação de mais de 300 novos postos de trabalho em todo o mundo, dos quais 150 em Portugal. 

 

Em Portugal, a expansão materializa-se pelo início das operações de um novo edifício em Loures, que vai permitir aumentar a capacidade de produção de Ingredientes Farmacêuticos Potentes (HPAPI) para o mercado farmacêutico global. Preparado para receber novos equipamentos de alta tecnologia, nomeadamente spray dryers para facilmente responder às crescentes necessidades do mercado global de medicamentos.

 

Nos EUA, a empresa acrescentou às suas instalações um novo edifício com 2900m2, o que representa a concretização da criação do Campus Hovione em East Windsor, Nova Jérsia. O edifício vai reforçar a capacidade comercial da operação de spray drying até 2023 e consolidar a oferta integrada da empresa: da produção de ingredientes ativos (API), à engenharia de partículas e medicamentos. Esta expansão permite responder às necessidades dos clientes que requisitam que os ciclos de desenvolvimento e de fabrico dos produtos sejam elaborados nos EUA. 

 

A capacidade da unidade de Cork, na República da Irlanda, também será melhorada para permitir a produção de Ingredientes Farmacêuticos Potentes (HPAPI) e para facilitar a integração de projetos de Fabrico de Substâncias Farmacêuticas de diferentes dimensões. A fábrica também receberá um novo spray drying de escala comercial para responder ao crescimento da procura de serviços de engenharia de partículas.

 

Para Guy Villax, CEO da Hovione, “Estar “In it for life” é o compromisso da Hovione, e a melhor maneira de o cumprir é através da expansão. A nossa estratégia de crescimento orgânico e sustentável permite-nos continuar alinhados com os valores que nos têm guiado há mais de 60 anos”. 

 

“Estes investimentos reforçam a nossa oferta integrada, proporcionando aos nossos clientes uma melhor experiência. Estamos a cumprir os nossos compromissos com os clientes e com os seus doentes em todo o mundo, investindo nas melhores instalações e nas pessoas para melhor cumprir a nossa missão de garantir que nossos clientes chegam ao mercado com medicamentos de qualidade, seguros e eficientes” diz Jean-Luc Herbeaux, COO da Hovione.

 

Sobre a Hovione

Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Com sede em Loures, a empresa emprega cerca de 2000 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1300 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal e tem presentemente oito programas de doutoramento e oito de mestrado a decorrer na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega mais de 220 técnicos e cientistas.

 

Saiba mais em Hovione.com

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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