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Artigo de Imprensa / Maio 19, 2022

Saiba quais as empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal segundo estudo da Randstad

RH Magazine Online, 19 maio 2022

Numa cerimónia a decorrer no espaço La Distillerie, em Lisboa, conduzida pela jornalista Clara de Sousa, a Randstad apresenta as empresas e os setores mais atrativos para trabalhar em Portugal, bem como as conclusões do seu estudo Employer Brand Research 2022. A RHmagazine dar-lhe-á conta, ao minuto, dos premiados. Fique atento!

 

Num mundo em constante mudança, é fundamental perceber o que atrai os talentos e como retê-los. O Randstad Employer Brand Research é um estudo independente, que se realiza pelo 7.º ano consecutivo, para analisar a perceção da população em relação aos 150 maiores empregadores de 31 países, incluindo Portugal.

Além de revelar o ranking das empresas e dos setores mais atrativos para trabalhar, o estudo permite identificar os critérios mais relevantes numa decisão de emprego e as melhores estratégias para a gestão de employer branding.

Começa o evento com as boas-vindas de Clara de Sousa à audiência.

Conheçamos, em primeiro lugar, os principais resultados do Employer Brand Research 2022. Como critérios mais atrativos para os profissionais em 2022 destacam-se no ‘top 5’:

  • Salários e benefícios atrativos (72%);
  • Conciliação entre vida pessoal e profissional – o critério não financeiro mais atrativo (72%);
  • Ambiente de trabalho agradável (67%);
  • Estabilidade profissional (64%);
  • Progressão de carreira (64%).

Os setores mais atrativos que se destacam em awareness e atratividade são:

  1. Saúde
  2. TI, Telecomunicações e Consultoria
  3. Automóvel
  4. Turismo, Desporto e Entretenimento
  5. Indústria alimentar e FMCG

 

Tempo para o CEO da Randstad Portugal, José Miguel Leonardo, comentar o estudo.

“Analisar o Employer Brand Research pode dar alguma inspiração às empresas para que ganhem a tão necessária atratividade”, defende.

Para José Miguel Leonardo a flexibilidade nunca foi tão valorizada como hoje e daí seja fácil compreender que o work-life balance tenha sido o critério não financeiro mais atrativo para 72% dos participantes do estudo.

O CEO da Randstad Portugal termina a sua intervenção com uma reflexão importante: “Há que humanizar as organizações e praticar, de facto, essa humanização. A flexibilidade é muito mais do que estar ou não estar no escritório – é confiança. E é isto que, enquanto líderes, temos de assegurar”.

 

 

‘Top 3’ das empresas mais atrativas para trabalhar por setor

Vejamos, agora, o ‘top 3’ das empresas mais atrativas para trabalhar por setor:

 

Setor Automóvel

1.º Volkswagen Autoeuropa
2.º PSA Peugeot Citroën
3.º Grupo Salvador Caetano

 

Setor Aviação

1.º OGMA – indústria aeronáutica de Portugal
2.º ANA – Aeroportos de Portugal
3.º SATA air Açores

 

Setor da Banca

1.º Banco de Portugal
2.º Caixa Geral de Depósitos
3.º Banco Montepio

 

Setor Construção e Infraestruturas

1.º Teixeira Duarte
2.º Brisa
3.º Mota-Engil Engenharia e Construção

 

Setor Distribuição

1.º Mercadona
2.º Jerónimo Martins
3.º Lidl

 

Setor FMCG e indústria alimentar

1.º Delta Cafés
2.º Nestlé
3.º Sumol+Compal

 

Setor da Indústria

1.º Bosch
2.º The Navigator Company
3.º Corticeira Amorim

 

Setor da Indústria Têxtil e do Calçado

1.º Gabor Portugal – indústria de calçado
2.º Ecco
3.º Riopele

 

Setor de Restaurantes e Catering

1.º Gertal (Grupo Trivalor)
2.º Uniself – sociedade de restaurantes
3.º Itaú (Grupo Trivalor)

 

Setor do Retalho

1.º Ikea Portugal
2.º Fnac
3.º Decathlon

 

Setor da Saúde

1.º Hovione

2.º Joaquim Chaves Saúde
3.º Hospital da Luz

 

Setor dos Serviços

1.º EDP
2.º Galp
3.º EFACEC

 

Setor dos Seguros

1.º Fidelidade – companhia de seguros
2.º Generali

 

Setor de Tecnologias de Informação e Consultoria

1.º Farfetch
2.º Siemens
3.º Nokia

 

Setor de Telecomunicações

1.º Vodafone
2.º NOS

 

Setor dos Transportes

1.º CTT
2.º Rangel – Distribuição e Logística
3.º DHL

 

Setor do Turismo, Acomodação e Lazer

1.º Pestana Hotel Group
2.º Vila Galé
3.º Minor hotels (NH hotels, Tivoli)

 

As 20 empresas mais atrativas

Eis as 20 empresas consideradas as mais atrativas para trabalhar, na opinião da população ativa portuguesa:

 

 

  1. Delta Cafés
  2. Farfetch
  3. Bosch
  4. Nestlé
  5. HOVIONE
  6. Siemens
  7. Banco de Portugal
  8. RTP – Rádio e Televisão de Portugal
  9. The Navigator Company
  10. Volkswagen Group Services
  11. OGMA – indústria aeronáutica de Portugal
  12. Fujitsu Technology Solutions
  13. Ikea Portugal
  14. Joaquim Chaves Saúde
  15. Volkswagen Autoeuropa
  16. Hospital da Luz
  17. Nokia
  18. Sumol+Compal
  19. PSA Peugeot Citroën
  20. Pestana Hotel Group

A equipa da RHmagazine parabeniza todas as empresas premiadas!

 

Leio o artigo em RHmagazine

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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