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Comunicado de Imprensa / Maio 26, 2017

Hovione forma parceria com instituições de ensino para a criação de curso de analistas químicos

Primeiro Contrato do Programa 9°W representa um investimento em infraestrurura de formação de um milhão de Euros

 

  • Primeiro curso arranca em Janeiro de 2018 e vai preparar 24 analistas químicos para carreiras na industria farmacêutica;
  • Parceria entre o Hovione e consorcio académico vai formar profissionais altamente qualificados numa área de elevada empregabilidade.

 

Lisboa, 24 de Maio de 2017:  A Hovione assinou hoje, com um consórcio de quatro instituições do ensino superior, secundário regular e profissional, o primeiro contrato do Programa 9oW para o arranque de um curso de analistas químicos a iniciar em Janeiro de 2018. Esta iniciativa representa um investimento de um milhão de Euros e vai formar 12 analistas químicos por semestre pelo menos durante três anos.

O consórcio é formado pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), pela Escola Secundária Fonseca de Benevides, pela Escola Profissional de Educação para o Desenvolvimento e pela Escola Profissional de Setúbal.

«Com este projeto a Hovione pretende trabalhar em conjunto com o sistema de ensino Português para colmatar a escassez de recursos humanos nesta área, permitindo que estudantes provenientes de cursos de formação profissional ou do ensino secundário se tornem analistas químicos. Não é só uma questão de criar emprego, vamos dar oportunidades de carreira», sublinhou Guy Villax, Administrador Delegado da Hovione.

A Hovione vai financiar a instalação no ISEL de um laboratório de química analítica completamente dotado do mais moderno equipamento. Neste espaço os estudantes que já receberam formação durante dois anos (junto das instituições do consorcio e não só) irão receber formação pratica e especializada durante 6 meses num ambiente que reúne as condições necessárias ao desenvolvimento das competências necessárias para que possam ingressar com sucesso nos laboratórios analíticos da indústria farmacêutica. O início do primeiro curso de analistas químicos está previsto para 15 de Janeiro de 2018. No final do curso é expectável que haja grande procura de analistas com estas competências.

Com o Programa 9oW, lançado em Setembro de 2016, a Hovione propõe-se trabalhar em parceria com Instituições Académicas, ao longo de três anos, para desenvolver projetos inovadores, relevantes que respondam às atuais e futuras necessidades da Empresa e da indústria farmacêutica em geral.

A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Emprega mundialmente cerca de 1700 pessoas, das quais 830 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal (59) e tem presentemente sete alunos de doutoramento na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 246 técnicos e cientistas.

 

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Legenda (da esquerda para a direita):

João Santos (Escola Fonseca Benevides), Mª Celeste Serra (ISEL), Alexandra Costa (ISEL), Sónia Amaral (Hovione), Joana Bicudo (Hovione), João Alves da Silva (ISEL), Guy Villax (Hovione), Jorge de Sousa (ISEL), Ricardo González Felipe (ISEL), Paulo Martins (EPED), Marta Duque (EPED) e Mª Manuela Figueiredo da Silva (Escola Fonseca Benevides).

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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