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Comunicado de Imprensa / Set 21, 2020

Aluno de artes de 17 anos da António Arroio vence concurso ABCovid

Vencedores do concurso são revelados

  • Concurso contou com participação de 178 vídeos de 94 escolas de todo o país;
  • Toda a informação em www.abcovid.pt





Lisboa, 21 de setembro de 2020 – Tomás Oliveira, de 17 anos, aluno da Escola Artística António Arroio, em Lisboa, é o vencedor do concurso de vídeo escolar abcovid.pt, organizado por estagiários da Hovione. O vídeo vencedor, com o título “Covid-19 simplificado para totós”, explica de modo simples e gráfico porque precisamos de máscara para nos protegermos do novo coronavírus.

 





Em segundo lugar do concurso ficou Daniela Lemos, de 15 anos, aluna da Escola Secundária Almeida Garrett, em Gaia, com o vídeo "Férias em Segurança”, uma animação sobre os cuidados a ter para evitar o contágio. O terceiro classificado é Miguel Almeida, de 17 anos, da Escola Secundária Tomaz Pelayo, em Santo Tirso, com “Protege os que te rodeiam”, um filme que tem por protagonistas os objetos que no dia-a-dia nos protegem do vírus. Os alunos distinguidos receberam, respetivamente, 3 mil, 1500 e mil euros.



Na cerimónia de entrega de prémios, na Fundação Calouste Gulbenkian, Guy Villax, CEO da Hovione, salientou a importância do repositório de vídeos que agora anima o site abcovid.pt, “os vídeos ilustram bem muitas situações que devem ser ensinadas, estou a contar com as escolas para pôr estes vídeos a trabalhar na luta contra o Covid-19”. 



Tendo em conta a qualidade dos vídeos a concurso, o júri decidiu atribuir ainda oito menções honrosas:

 

  • Vídeo mais divertido: de Luna e Nino Roche, de 16 anos, do Liceu Francês International do Porto: “Anti-Corona Power”:
  • Autores mais persistentes: Vinícius Rodrigues Manso e Eurico de Jesus André, com 17 e 16 anos, da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, Leiria, que apuraram para a fase final do concurso oito trabalhos (todos disponíveis aqui)
  • Escola com mais autores participantes: Escola Secundária de Luis Freitas Branco, em Paço d’Arcos;
  • Participantes mais novos: Inês Gil Guerra, da Escola Básica Dr. Anastácio Gonçalves, Alcanena; Carolina Faustino Barreiros, da Escola Básica Dionísio dos Santos Matias, Paço de Arcos; e Ana Clara Barbosa, Escola Secundária Tomás Cabreira, Faro, todas com 10 anos.
  • Prémio ao melhor trabalho artístico – Rebeca Sampaio,18 anos, Escola Secundária Francisco Franco, Funchal, “Draw Covid19”;
  • Prémio ao melhor trabalho científico, Maria Inês Ferreira, 14 anos, Escola Secundária Augusto Gomes, Matosinhos, “O que fazer em isolamento perante infeção pelo novo coronavírus?
  • Prémio ao melhor trabalho técnico, Rui Reis, 17 anos, Escola Profissional de Comunicação e Imagem, Lisboa, “The Next Page – ABCovid”.

 





Sobre o ABCovid

O concurso abcovid.pt partiu de estagiários da Hovione, que sentiram que havia uma necessidade de ação na área da prevenção e da disseminação de informação sobre os comportamentos que os jovens devem seguir para minimizar riscos de infeção, em particular no contexto escolar. O concurso abcovid.pt realizou-se durante 10 semanas, entre junho e agosto, tendo contado com a participação de 178 vídeos de 94 de escolas de todo o país, feitos por alunos entre os 10 e os 20 anos.  O júri, que juntou os investigadores Alexandre Quintanilha, do I3S, Pedro Simas, do IMM, e Mafalda Paiva, da Hovione e a youtuber Sofia Barbosa, atribuiu ainda as seguintes menções honrosas:



Sobre a Hovione

Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Com sede em Loures, a empresa emprega 1800 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1200 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal e tem presentemente oito programas de doutoramento e oito de mestrado a decorrer na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 220 técnicos e cientistas. Para mais informação visite www.hovione.com







Para mais informação contacte-nos através do chat "Fale connosco" nesta página:

- Santiago Sampaio, líder do concurso ABCovid

- Isabel Pina, diretora de comunicação da Hovione









 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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