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Comunicado de Imprensa / Nov 07, 2025

Hovione conclui ciclo inicial de investimento de 100 milhões de dólares para expandir a operação nos EUA

Investimento mais do que duplica capacidade de spray drying, tecnologia essencial que melhora a biodisponibilidade e que pode beneficiar até 70% dos fármacos em desenvolvimento*

New Jersey site exterior | Hovione

LISBOA, PORTUGAL — 7 de novembro, 2025 A Hovione, CDMO multinacional, especializada no desenvolvimento e fabrico de produtos farmacêuticos, anunciou hoje a conclusão de um ciclo inicial de investimento de vários milhões de dólares para expandir a sua unidade de produção em Nova Jérsia, nos EUA. Quando concluída, esta unidade ocupará mais de 18.500 metros quadrados, incorporando tecnologias de última geração em infraestruturas concebidas para uma operação sustentável. Este investimento enquadra-se na estratégia de longo prazo da Hovione para expandir as suas operações nos Estados Unidos e reforçar a sua oferta integrada de desenvolvimento e fabrico de substâncias ativas, intermediários e produtos farmacêuticos.

A fase inicial de expansão inclui um novo edifício com cerca de 2.900 metros quadrados, que irá acolher dois spray dryers de tamanho 3 (PSD-3), concebidos para a produção de dispersões sólidas amorfas (ASDs) destinadas a clientes que pretendam um ponto de produção na América do Norte. Este investimento mais do que duplica a capacidade de spray drying da Hovione nos Estados Unidos, expandindo as suas competências no desenvolvimento e produção comercial de ASDs. Líder mundial em ASD via spray drying para aplicações farmacêuticas, a Hovione utiliza esta tecnologia para melhorar a solubilidade e a biodisponibilidade dos fármacos numa vasta gama de compostos. A construção está em curso, estando o início das operações - em conformidade com as Boas Práticas de Fabrico (GMP) - previsto para o segundo trimestre de 2026.

“Desde o início da nossa operação em Nova Jérsia, em 2002, a Hovione tem sido uma das CDMO europeias com presença mais duradoura nos Estados Unidos», afirma o Dr. Jean-Luc Herbeaux, CEO da Hovione. «Este investimento reforça a liderança da Hovione em spray drying, uma plataforma tecnológica central na qual desenvolvemos um vasto conhecimento e competência. Com o desenvolvimento contínuo destas plataformas e com a expansão da capacidade nos EUA, estamos a potenciar os meios que permitem aos nossos parceiros disponibilizar medicamentos complexos aos pacientes de forma mais eficiente.”

«Este investimento responde à procura crescente dos clientes por capacidade instalada nos Estados Unidos e por soluções integradas que encurtem os prazos de desenvolvimento e reduzam a complexidade dos processos de transferência de tecnologia. Ao integrar o desenvolvimento, escala e produção comercial sob uma estrutura comum de qualidade e governação, garantimos aos clientes uma execução contínua e eficiente, desde a substância ativa até ao produto final», acrescenta o Dr. Jean-Luc Herbeaux.

Como parte desta expansão, a Hovione adquiriu ainda um terreno adjacente à unidade de Nova Jérsia para apoiar o crescimento futuro e garantir que continua a responder à evolução das necessidades dos seus clientes. O novo terreno, com cerca de 11.600 metros quadrados, irá suportar a produção em larga escala, incluindo capacidade de produção em contínuo e em lote, e acolher a próxima geração de tecnologias farmacêuticas e de inovação digital, com competências reforçadas de controlo de qualidade e de investigação e desenvolvimento (I&D).

Para David Basile, vice-presidente de operações técnicas – América da Hovione, “Esta expansão em Nova Jérsia representa um avanço importante no reforço das nossas capacidades nos EUA, que vão muito além da simples disponibilidade de equipamentos ou tempo de operação. Estamos a integrar equipas, ativos especializados, tecnologias proprietárias e sistemas digitais para oferecer aos nossos clientes plataformas integradas e diferenciadoras de produção de dispersões sólidas amorfas (ASD) e de compressão contínua (CT). Através do nosso novo modelo de colaboração estratégica, os clientes passam a ter acesso privilegiado à inovação e a recursos que permitem acelerar os seus programas e gerar valor a longo prazo.

A expansão da Hovione em Nova Jérsia faz parte de um plano de crescimento internacional mais abrangente, que inclui também investimentos em capacidade na Irlanda e em Portugal. Em conjunto, estas iniciativas permitirão estabelecer uma rede de unidades autónomas que cobrem todas as fases, desde o desenvolvimento até à comercialização de substâncias ativas, intermediários e produtos finais, sob um único sistema de qualidade.

Hovione distinguida com o Prémio AmCham Tribute

Reforçando o impacto crescente da Hovione nos Estados Unidos, a empresa foi recentemente distinguida com o Prémio AmCham Tribute pela Câmara de Comércio Americana em Portugal. Este galardão reconhece o contributo excecional da Hovione no fortalecimento das relações económicas, comerciais e culturais entre Portugal e os Estados Unidos. Atribuído numa cerimónia que decorreu a noite passada, 6 de novembro, em Cascais, com a presença do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, o prémio destaca a história de sucesso transatlântica da Hovione - desde a sua fundação em Lisboa, em 1959, até aos quase 25 anos de presença no mercado norte-americano.

Na última década, a Hovione investiu mais de 160 milhões de dólares na sua operação em New Jersey, quadruplicando as vendas e expandindo a equipa local para mais de 240 colaboradores. Atualmente, a empresa é um dos principais exportadores portugueses para os Estados Unidos e um parceiro estratégico para 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas do mundo.

 

*AmericanPharmaceuticalReview.com
 

 

 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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