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Comunicado de Imprensa / Jan 28, 2019

Hovione investe no Seixal

A Hovione investe na compra de um terreno industrial na Baía do Tejo com vista à instalação de uma nova unidade.

A empresa de química-farmacêutica portuguesa investe na compra de um terreno industrial na Baía do Tejo com vista à instalação de uma nova unidade que pode vir a criar centenas de empregos na margem Sul.

Lisboa, 28 de janeiro de 2019.  A Hovione, multinacional portuguesa na área da química-farmacêutica, anunciou hoje a compra de um terreno de 40ha no concelho do Seixal para dar continuidade à expansão da sua atividade industrial em Portugal.

Na apresentação estiveram presentes Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal e Guy Villax, CEO da Hovione.

A capacidade industrial prevista, uma vez construída, vai aumentar a oferta de emprego qualificado na região, tendo um forte impacto na comunidade, com efeito duradouro que se verificará também ao nível das escolas locais e da formação e qualificação da população, com quem queremos ter relações próximas para a inclusão de competências específicas nos currículos escolares.

Nesta nova unidade serão produzidos produtos farmacêuticos para os mercados dos EUA, Europa e Japão. Os processos de fabrico estão a ser desenvolvidos nos centros de investigação da empresa no Lumiar e em Princeton, New Jersey.

No ano em que celebra 60 anos, a Hovione consolida a sua presença no país, com mais investimento na inovação, na qualificação e no emprego de qualidade, gerando riqueza para a comunidade e para o país. A empresa conta já com fábricas em Loures, mas também na Irlanda, nos Estados Unidos e em Macau. O investimento no Seixal é a expressão da expansão da Hovione que exporta para os mercados mais regulados do mundo.

“Estamos a investir num dos mais jovens concelhos de Portugal, numa zona onde a indústria tem tradições enraizadas e é parte da história do nosso país. A expetativa é fazer crescer no Seixal, ao longo das próximas décadas, um polo de desenvolvimento assente no conhecimento a exportar para o mundo novos medicamentos que melhoram a saúde de milhões de pessoas. O que queremos construir aqui é para o século XXI aquilo que as fábricas que criaram a Margem Sul foram para o século XX – uma atividade económica assente na inovação, competitiva, aberta ao Mundo, que qualifique os jovens, atraia e fixe as pessoas, e crie riqueza. A missão da Hovione é clara: criar soluções e colaborar no desenvolvimento dos melhores medicamentos, promovendo a saúde e a vida. Essa é também a missão do que vamos erguer aqui. Fico feliz por encontrar na Camara Municipal do Seixal ideias coincidentes”, diz Guy Villax, CEO da Hovione.

Sobre a Hovione
Fundada em 1959, a multinacional Hovione tem hoje laboratórios e fábricas em Portugal, na Irlanda, em Macau e nos Estados Unidos da América. A Hovione investiga e desenvolve novos processos químicos e produz princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial. Com sede em Loures, a empresa emprega 1600 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1100 em Portugal. A Hovione é o maior empregador privado de doutorados em Portugal (68) e tem presentemente oito programas de doutoramento e oito de mestrado a decorrer na Empresa. A sua atividade de investigação e desenvolvimento em Portugal emprega 220 técnicos e cientistas. 

Saiba mais em www.hovione.com
 

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Numa época em que as mulheres não trabalhavam, aos 19 anos Diane Villax era ”correspondente em línguas estrangeiras” numa empresa de representações. Aí aprendeu as bases para ajudar a desenvolver a Hovione, que criou com o marido há 66 anos. Hoje a empresa emprega mais de 2500 colaboradores e é fornecedor de preferência de algumas das maiores farmacêuticas do mundo. Quando entramos na sala da unidade fabril da Hovione em Sete Casas, Loures, Diane Villax espera-nos sentada, tranquila, pronta para quase uma hora de conversa e fotografias. Afável e bem-disposta, e com um rigor que se nota nas respostas, revela um enorme orgulho pela empresa que criou, em 1959  com o marido e dois compatriotas  húngaros. Ivan Villax era engenheiro químico com várias patentes de processo e a Hovione nasceu para fabricar antibióticos. Desde o primeiro dia os seus olhos estavam postos no mercado mundial  e foi a partir de casa, na Travessa do Ferreiro, que durante 10 anos produziu para o seu primeiro cliente importante, o mercado japonês, conhecido pelo elevado grau de exigência. Em 1969 foi construída a primeira fábrica em Loures, e, em 1986, iniciada a produção na segunda unidade fabril em Macau. A estas juntaram-se, já nos anos 2000, New Jersey, nos Estados Unidos e Cork, na Irlanda. Hoje, a Hovione emprega mais de 2500 colaboradores, dos quais mais de 300 são cientistas — é a empresa privada que mais doutorados emprega em Portugal – e orgulha-se de ser fornecedor de preferência de várias das maiores farmacêuticas do mundo. O casal Villax tinha tarefas distintas na empresa. Ivan era o inventor e Diane tratava da parte administrativa, a partir de casa. Não teve formação para empresária, apenas um curso de estenografia e datilografia e, antes de casar, um emprego numa empresa de importação, que em três anos lhe deu as bases necessárias para ajudar a desenvolver a Hovione. O seu método e rigor ajudaram-na a lidar com os bancos no início da empresa, porque os seus conhecimentos sobre negócios eram escassos. Ivan Villax faleceu em 2003, deixando uma descendência de quatro filhos e 16 netos, que têm a missão de continuar a desenvolver a empresa. Aos 91 anos, Diane Villax já não está no dia-a-dia da Hovione, mas lê as inúmeras noticias que recebe diariamente sobre a evolução do setor farmacêutico,  bem como toda a informação sobre a empresa. Gosta de estar atualizada para acrescentar valor às reuniões do Conselho de Administração. “Se eu não estou a par, os meus filhos reformam-me”, ironiza. Depois de conhecer Diane Villax na sua primeira unidade fabril, a 14 de janeiro, não estranhamos quando nos despedimos e a vemos com as chaves do seu carro na mão, pronta para conduzir para as Amoreiras para assistir a La Traviata. “Gosto muito de La Traviata!”, diz com o mesmo sorriso afável com que nos recebeu uma hora antes. Quais foram os marcos principais desta história que já conta 66 anos? O primeiro marco foi o que nos lançou e o que nos permitiu desenvolvermo-nos. No fim dos anos 1960 e durante todos os anos 1970, o Japão foi o nosso mercado principal. Durante 10 anos fornecemos a indústria japonesa a partir de nossa casa, numa cave da Travessa do Ferreiro. O meu marido era muito inovador. Tinha patentes de processo e em todo o mundo não anglo-saxónico não havia patentes de produtos farmacêuticos. Quando casámos já ele tinha patentes de invenção sobre toda a gama dos corticosteroides. No Japão, naquela altura, não fabricavam a matéria-prima, só formulavam o produto final, necessitando, portanto, de comprar o ingrediente ativo. Os eventuais clientes descobriram que em Portugal um certo Ivan Villax tinha patentes sobre essa gama de produtos na qual eles tinham interesse e vieram bater à nossa porta. Acharam que o nosso IP era robusto, a tecnologia era ótima e a qualidade do produto era excelente. A qualidade para o Japão é um “sine qua non”. Iniciámos uma colaboração que durou mais de 10 anos e nos permitiu construir a nossa primeira fábrica, em Sete Casas (Loures), que iniciou a produção em 1971. O segundo momento importante foi o lançamento no mercado dos Estados Unidos, em 1982. É um mercado gigantesco, competitivo, exigente, mas que reconhece serviço e qualidade. O meu marido tinha a patente de processo para o fabrico de um antibiótico de largo espetro, a doxiciclina, cuja patente do inovador caducou precisamente no verão de 1982. Tinha-se feito algum estudo de mercado certamente, mas não pensávamos que a procura seria tão grande. Até hoje já fornecemos centenas de toneladas de doxiciclina ao mercado norte-americano a partir da nossa fábrica de Macau. “Desde o primeiro dia, o mundo é o nosso mercado. E sempre quisemos ser uma boutique, criar um nicho no mercado. Somos mestres no que oferecemos.”     Leia o artigo completo em Executiva.pt  

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