História

Hovione foi criada em Portugal em 1959 por Ivan Villax e dois outros refugiados húngaros: Nicholas de Horthy e Andrew Onody, formando assim o nome HOVIONE.

A Hovione foi fundada em 1959 por Ivan Villax, investigador químico, empenhado no desenvolvimento de tetraciclinas e corticoesteroides anti-inflamatórios. O sucesso da investigação, financiada pelo recurso das multinacionais às suas patentes e pela produção e exportação à escala piloto, permitiu à Hovione passar para uma nova fase de desenvolvimento: em 1969, nos arredores de Lisboa, em Loures, foi construída a primeira fábrica. As novas capacidades abriram caminho à Hovione para aumentar e garantir um lugar de primeiro plano no mercado mundial dos princípios activos farmacêuticos. Desde sempre, dois factores distinguiram a produção da Hovione: a capacidade tecnológica e a qualidade da produção. A aposta constante na investigação apelou e garantiu um mercado especializado e de requisitos particulares. 

Nos anos 60 e 70, a Hovione assistiu ao início do seu sucesso comercial com a venda da betametasona e derivados para o Japão, seu principal comprador. Em 1982, a unidade fabril de Loures foi inspeccionada e aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) e a Hovione lançou o antibiótico semi-sintético, a doxiciclina, no mercado americano, quando a patente do produto foi generalizada. Ainda hoje, a doxiciclina da Hovione detém 75% do mercado. Também nos anos 80, foi lançado no Japão o dipropionato de dexametasona investigado e patenteado pela Hovione, que rapidamente alcançou o primeiro lugar na classe terapêutica dos anti-inflamatórios tópicos. 

A Hovione estabeleceu-se na Suiça, Hong-Kong e Tóquio, e inaugurou em 1987 uma nova fábrica em Macau que, tal como a de Loures, foi inspeccionada e aprovada pela FDA. Em 1991, foi inaugurada uma unidade de reciclagem e de recuperação chamada Fabrica 2 ou "F2" que trata resíduos industriais e recicla mais de 2,000 toneladas por ano de solventes, num investimento de US$5m. Em 1992, a Comissão Europeia e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente reconheceram o empenho da Hovione na protecção ambiental, atribuindo-lhe o "European Award for Better Environment in Industry" pelo melhor programa de reciclagem industrial da UE. 

Entre 1980 e 1996 a Hovione investiu US$12m em medidas ambientais. Um exemplo das novas tecnologias introduzidas, foi a instalação desta que foi a primeira unidade industrial de recuperação de solventes na Europa incorporando a tecnologia de pervaporação por membranas em fase gasosa. 

Na década de 1990, a Hovione não só desenvolveu e pôs no mercado os seus próprios agentes de contraste genéricos, como simultaneamente respondeu às necessidades emergentes da Indústria Farmacêutica aliando-se-lhe no desenvolvimento do processo químico e produção industrial de novos fármacos (os Produtos Exclusivos). 

Em 1994, a Hovione aumentou a sua especificidade tecnológica, desenvolvendo e produzindo APIs injectáveis em instalações validadas e com uma capacidade de produção dos 50 aos 1,250 kg. Em 1997 foi construído o Edifício 15 que constitui uma nova unidade automatizada com uma capacidade reacional de 200m3. Em 2002, dá-se o arranque do Centro de Transferência de Tecnologia construído de raiz pela Hovione em New Jersey, sendo este o maior investimento português nos EUA e que é constituído por laboratórios de investigação e produção à escala piloto. 

Em 2008, a Hovione concluiu a aquisição de 75% de uma empresa produtora de APIs injectáveis – mais especificamente de meios de contraste – na China. A aquisição estratégica da Hisyn vem fazer face à concorrência crescente na área dos genéricos onde cada vez mais o factor de diferenciação de maior peso é o preço. 

Em 2009 a Hovione adquiriu à Pfizer, uma fábrica em Cork, na Irlanda para a produção de produtos activos farmacêuticos. Esta fábrica aumentou em 50% a capacidade de produção da Hovione e oferece tudo o que os nossos clientes desejam: produção em grande escala, os melhores padrões de qualidade e uma localização geográfica ideal. 

Em 2009 a Empresa comemorou os seus 50 anos de existência, ao serviço da ciência da saúde mundial.

Em 2009 a Empresa recebeu o Prémio Produto Inovação Cotec - Unicer pela sua candidatura “Tecnologia de Partículas por Secagem por Atomização”. Graças a esta tecnologia, desenvolvida por cientistas portugueses, a Hovione conseguiu criar um novo segmento de mercado que valeu, em 2008, 12 milhões de euros em vendas de serviços de desenvolvimento e produção.

Em 2012 e para fazer face ao crescimento da empresa, a Hovione abre um escritório em Lisboa onde centraliza os seus serviços corporativos e vendas.

A Hovione é assim uma multinacional portuguesa com presença e actividade a nível mundial. Tem actualmente cinco fábricas em, Portugal, Estados Unidos da América, Irlanda, Macau e  China, e escritórios em Hong-Kong, Suíça e India. A Empresa emprega mais de 1300 colaboradores, dos quais 200 investigadores, tem mais de 1300m3 de capacidade de produção e exporta os seus produtos para os mercados mais exigentes do mundo.